Os dois, sentados, esperavam pela chamada do vôo. Luisa, apesar de tudo o que havia acontecido, não tinha sido fácil, mantinha a mesma paciência zen com que levara a viagem. Não é como se ele tivesse feito coisas terríveis a mim. Não ainda. Apenas umas coisinhas pequenas mas que poxa, tenho certeza que foram culpas do garçom que realmente estava dando mais atenção a mesa do lado da nossa, trocando todos os nossos pedidos. Realmente, seria fácil, ignorava Luisa, aceitar essas coisas fosse ele um simples companheiro de viagem de um final de semana e não um homem, o homem, para quem há três meses e treze dias ela havia dito que sim, que na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, por toda a minha vida até que a morte nos separe. Não. Nesse caso aguentar seus pequenos surtos, não parecia ter esquecido ainda a forma como ele chutou as pessoas no metrô enquanto saiam por fazerem os dois saltarem duas estações depois do que deviam. Aguentar seus pequenos surtos portodumavida talvez se provem um pouco mais complicados. E se provaram. Mas nesse momento, enquanto esperavam a chamada do vôo 7489 sentados em cadeiras extremamente desconfortáveis no aeroporto do Cairo, tudo isso não passava de uma ligeira impressão que ela tratou de nem reparar, deixou ela passar. É só o estresse da viagem, quando voltarmos pra casa tudo vai voltar ao normal.
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domingo, 23 de janeiro de 2011
sábado, 18 de dezembro de 2010
Amor
Eu vejo. Eu vejo isso tudo e fico feliz. Fico feliz de finalmente saber aquilo que quero, não que eu não sabia antes, não que eu não tinha sentido isso antes mas é que cada vez que eu sinto, me bate uma emoção no peito, me bate uma vontade de gritar pro mundo e dizer que eu quero isso, eu quero tudo isso, eu quero poder dizer isso. A vida é muito boa, ela nunca me deixa de encantar (e de entristecer) e é isso que eu quero fazer: é o amor que eu tenho por ela (por vocês) que eu quero dizer, dizer sempre, com todas as vozes possíveis, a minha, a tua, a de todos vocês que eu amo, que me ajudam a viver e que me fazem ver. Quero guardar para sempre tudo isso que fizemos. quero marcar. não por que merecemos (não somos extraordinários) mas por que alguém precisa guardar tudo isso que (nos) acontece. Eu não sou o único, nem o último a fazer isso e isso realmente não me importa. O que me importa é esse pulso que tenho, que me faz querer dizer para todos vocês que amo vocês. E que a minha maneira de dizer eu te amo é essa.
:)
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